Trechos da minha impaciência – XII ( sobre um certo sarará crioulo )

12 de dezembro de 2018 Nenhum Comentário

Eu era um sarará que precisava ficar invisível de toda maneira pra não ser chacota dos animais adultos. Das crianças eu era um tipo de rei – eu era diferentão – destes com reino e tudo.

Agora uma consciência-animal-adulta, arquiteta “uns-(s)cem-fins” da terra plana, Tratado de Tordesilhas da Santa Catarina, numa praça de Laguna – quase ninguém vai entender essa parte ( eu mesmo demorei, e olha que nasci em Laguna ) e ainda assim eu piro e escrevo.

Sarará, vi Anita espiando pelas frestas da janela numa casa que jogava o teto pro arrebol, tudo em chita: casa, móveis, vestido; tudo. Tudo nuns cem tons de amarelo.

Adulto agora, tenho um sorriso em tom de “chitanita”, amarelo de todo. O que me lambe a cara, ainda tem corpo franzino, quando fecho os olhos e transe – transo tudo, moras?

Mando este adulto castiço pro beleléu e arranco as velas do castiçal.
CONSCIÊNCIA TRATANTE, PÁRA! AQUI, TUDO VIVE NUM SARARÁ INFANTE.


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