Epístola

3 de maio de 2019 5 Comentários

Não se trata de uma despedida, apenas a retomada do hiato emocional que se instalou entre a gente, da necessária apropriação.

Entendo as razões da tua negação, quanto à exposição destas chagas, mas por favor, compreenda as intenções e, o ponto nadir é: eu também sou responsável por tudo isso, ou fui.

Porque percebi que já não faz mais diferença e, indiferença é câncer.

O bálsamo. A cura trará dor também, mas dói tanto há tanto tempo que compreenderás que existe algo maior nessa nova caminhada.

Eu flecha, tu arco. Lancemo-nos no espaço que nos une. Eis o nosso paradoxo: entre nós um amor tão perene quanto suscetível, com vontade de gritar, gritemos. Oxalá, gritemos.

Peço-te licença agora, para lamber as nossas feridas. Não será de todo mal. Ceda-me o respeito da tua testa e sinta: ainda são os lábios meus.

Eu começo, um recomeço. Adeus amor…


5 Comentários para Epístola:

  1. estevamweb disse:

    Que epístola enigmática? Fiquei a imaginar esta despedida…

    1. hangadmin disse:

      caro amigo,

      dolorosa como só… mas trata-se de uma prova ( talvez inversa, mas não intencional de machucar ) de amor, fazendo-se valer da libertária sorte.
      de fato, enigmática. agradeço sempre estevam.

  2. uaíma disse:

    “Peço-te licença, agora…”

    Caro HANG, é tanta volta que o mundaréu deu, dá e dará, que já ninguém mais sente tonteira, que o comum é a Mãe-Pressa, atitude que, naturalmente, leva as pessoas para longe umas das outras. Bela epístola.

    Um abraço. A Casa UAÍMA é sua.
    DARLAN

    1. hangadmin disse:

      Darlan, nobre amigo,

      Agrada-me ter com o amigo por aqui. A pressa engole as coisas simples, de fato e, estanca a nossa digestão.
      Forte abraço.

Deixe uma resposta