Dialética

11 de abril de 2019 1 Comentário

nunca deveria ter dito o que disse; nunca. foi como esfriar a chama com a saliva entre os dedos, apagar as velas antes de servir o prato. tinha ela, à nuca, poros eriçados, tal qual a pele dela, o cheiro, tinha tudo.

nunca deveria ter esfriado, a vela ou o prato, nunca. tinha a pele, o cheiro, tal qual a chama, tudo dela e, entre os dedos ter dito o que disse, sem antes aos poros servir à nuca.


1 Comentário para Dialética:

  1. Luciana Mendonça disse:

    sempre falamos o que não queremos, e depois nos arrependemos….

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